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Estudo compara método tradicional de dreno versus solução em geocomposto para aplicações em rodovias

estudo comparativo

Artigo concluiu que o geocomposto é uma das melhores escolhas de intervenção na área quando o assunto é drenagem

O modal rodoviário é de grande importância para o desenvolvimento nacional, sendo o principal meio de deslocamento das comunidades e responsável por grande parte do transporte de cargas pelo Brasil. Entretanto, a falta de conservação da malha rodoviária afeta drasticamente o desempenho e a vida útil das vias. Com isso, as patologias são inevitáveis e as mais comuns são: deformações, erosões, perda de capacidade de suporte e trincas. Um dos principais fatores que ocasionam os problemas enfrentados atualmente é a má destinação das águas que podem atingir a estrutura do pavimento.

Diante deste cenário, a estudante Tainá Sampaio Pinto de Oliveira, da Universidade de Mogi das Cruzes, em São Paulo, buscou comparar a eficácia de dois dispositivos de drenagem executados atualmente nos bordos de rodovias: o dreno cego de brita e a solução em geocomposto. Tendo como finalidade comprovar o desempenho de cada uma das tecnologias, o estudo publicado por Tainá e orientado pelo professor Robson Correia da Costa, foi realizado através de um ensaio laboratorial, salientando a vazão que cada sistema fornece.

Aqui, vale explicar um pouco mais sobre os dois métodos. Segundo o Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes (DNIT, volume 10, conteúdo cinco, pg.14), drenos profundos e/ou subsuperficiais são elementos posicionados nas camadas subjacentes de pavimentos, exercendo a função de direcionar as águas acumuladas, diminuindo as tensões sobre a rodovia e evitando a degradação da camada de rolagem.

O geocomposto, por sua vez, é formado pela união de um geotêxtil com um núcleo drenante, podendo também incorporar um geotubo no sistema. O geotêxtil é um não-tecido e possui uma espessura pequena em milímetros, tendo como função filtrar e conduzir os fluidos. Já o núcleo drenante tem como foco proporcionar maior número de vazios para o transporte dos fluídos, em substituição dos materiais convencionais (brita, seixo rolado, cascalho, entre outros). Por último, o geotubo é um sintético utilizado para melhor direcionar a saída do fluido.

Após o confrontamento das soluções, o estudo constatou que o geocomposto se destaca como uma das melhores escolhas de intervenção na rodovia quanto à drenagem. O método permite rapidez na execução, menor intervenção na via, segurança aos executores e aos usuários e diminuição do volume escavado em obra. Concluiu-se ainda que a introdução do geocomposto logo na fase de planejamento da obra propicia múltiplos benefícios.

Além da maior eficiência quanto à capacidade de vazão se comparado ao dreno cego de brita, o geocomposto viabiliza uma vantagem financeira de 54,15% e otimiza o tempo de execução. Desta forma, levando em consideração a matriz maioritariamente granular com umidade de 12,11% e de condutividade hidráulica próxima a 3,5 x 10−2 cm/s, confirmou-se a vantagem desta opção no aspecto de desempenho, no qual a solução demonstrou eficiência 2,66% maior ao final dos ensaios.

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